
Por Lucas Valério
Confira a entrevista exclusiva do atacante Clebinho ao Torcida Esporte Clube. A nova aposta do Bugre falou sobre carreira, família e claro, Guarani!
O Guarani está ganhando um novo ídolo. Após perder o meia-atacante Fabinho para o Cruzeiro, a torcida sentiu um grande baque. Referência na equipe há três anos, o camisa 11 abriu uma lacuna difícil de ser preenchida no Bugre. Mas de forma meteórica um recém-chegado ao plantel bugrino está arrancando aplausos da torcida. Clebinho tem 25 anos, mas há apenas dois retomou o caminho do futebol. Clebinho foi cabeleireiro e cobrador de ônibus após praticamente desistir do esporte. Jogou na várzea paulista, em um caminho trilhado por jogadores como Leandro Damião, hoje titular da Seleção Brasileira e após dois anos se tornou mais um desses raros exemplos de superação.
Em 10 meses, trocou a Esportiva Itapirense, clube da Série A-3 do Paulistão pelo campeão brasileiro de 1978 e hoje é uma das referências na busca do clube campineiro pelo acesso à elite do futebol nacional. “Sempre lutei, não abaixei a cabeça e graças à Deus as coisas estão se acertando para mim. Joguei pela Itapirense ano passado e sempre fui reserva e até mesmo antes, na Série A-3 pelo Juventus eu não era nem relacionado”, afirmou Clebinho com exclusividade ao TORCIDA ESPORTE CLUBE. Lembrando das dificuldades, o jogador revelou quem o motivou na luta pela carreira. “Sempre tive como exemplo a minha mãe. Ela lutou muito cara, batalhou para criar eu e meus cinco irmãos. Ela é meu maior espelho de persistência”, exclamou.

Voltando à Itapirense, vem a razão do repentino sucesso. Clebinho chegou à Esportiva após ser convidado pelo preparador de goleiros Marquinhos Domingues. Ambos se conheceram em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos em uma série de amistosos contra o time de Lori Sandri. Em 2012, o ex-técnico do Internacional assumiu o Pantera e após o bom desempenho do jogador na Itapirense o convidou para integrar o grupo do Botafogo no Paulistão. “Cheguei por pedido do Lori Sandri, mas não tive muitas oportunidades com ele. Depois, quando o Wagner Benazzi assumiu, aí passei a ter mais chances e meu futebol cresceu”, conta Clebinho, passando um detalhe importante da evolução.
“Eu sempre gostei de abusar da habilidade, mas às vezes queria até driblar a trave e fazer aquele gol que ninguém fez. Mas o Benazzi me chamou, disse que confiava em mim e que eu precisava chutar mais em gol, porque tinha potencial. Graças à ele parei, pensei e comecei a treinar e arriscar mais”, cita o jogador, lembrado em Ribeirão Preto por dois belos gols contra Oeste e Guarani. Este último, aliás, salvou o Botinha da degola, empurrou a Portuguesa para a Série A-2 e colocou Clebinho no mapa do futebol paulista.
“Eu já tinha uma acordo com o Guarani antes daquele jogo. O Vadão e o Gersinho (auxiliar do Guarani) haviam me procurado e aceitei a oferta. Mas eles não tinham me visto de prerto e depois daquele jogo acho que cheguei pelo menos mais conhecido em Campinas”, frisa Clebinho, lembrando também da polêmica que cercou o jogo. “Muita gente não queria que eu jogasse por causa do pré-contrato, mas quem pagava meu salário era o Botafogo e precisava honrar aquela camisa. Graças à Deus entrei bem no jogo, consegui incendiar a partida e fazer aquele golaço”.
NOVA PINTURA – Falando nos belos gols do Paulistão, o torcedor do Guarani já relembra a obra de arte feita sábado passado no Brinco de Ouro. Já nos acréscimos do segundo tempo, o atacante recebeu na entrada da párea, ajeitou a bola e mandou um canudo. A bola voou até o ângulo e “matou” o goleiro Fernando Henrique do Ceará. O tento abriu caminho para a goleada de 4 a 1, que foi a primeira vitória do Guarani na Série B. Com a bela atuação, já houve quem dissesse que Fabinho estava esquecido, mas Clebinho fez questão de ressaltar os feitos do ex-colega. “O que o Fabinho fez aqui no Guarani ninguém pode apagar não. Foi muita coisa. Para sorte dele, ele conseguiu ir para um dos grandes clubes do país na Série A (Cruzeiro) e estou tendo agora a minha chance de escrever minha história”, enfatizou o humilde atacante.
QUASE NA PONTE – Uma das principais rivalidades do país, Ponte Preta e Guarani chegaram a fazer um “mini-dérbi” por Clebinho. É que antes de assinar com o Bugre o jogador recebeu proposta da Ponte Preta, mas o negócio não saiu. “Surgiu essa oportunidade sim, mas não rolou. O Sport e o Figueirense também entraram em contato, mas como fui pai recentemente, não quero sair de São Paulo e graças à Deus acertei com o Guarani”.

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