sexta-feira, 22 de junho de 2012

O finalista Palmeiras soube jogar o jogo e vai brigar pelo título

http://blogdoipeonline.files.wordpress.com/2012/06/t_59881_apos-ser-vitima-de-sequestro-meia-valdivia-volta-ao-palmeiras-decide-contra-o-gremio-e-tira-a-camisa.jpeg

Por - Cassiel Isla

O que decide uma partida, não é a qualidade dos jogadores em campo, não é quem tem mais posse de bola, quem corre mais, quem chuta mais, quem marca mais. O que ganha uma partida, é saber jogar a mesma, da forma que ela tem que ser jogada.“Perdemos lá no Sul. Onde nós jogamos com um time covarde, foram covardes, só defenderam. Batemos, batemos e no contra-ataque eles fizeram o gol no final.” Criticou o zagueiro Werley.

Mas o que se pode ver não foi um time covarde, e sim um time com garra de vencer. Dizem que forte, é aquele que reconhece suas limitações. Foi o que o Palmeiras de Felipão fez. Após vencer um jogo de xadrez em Porto Alegre, onde Felipão acertou o movimento das peças e deu o xeque-mate nos últimos minutos da partida contra Luxemburgo. O time entrou na Arena Barueri disposto a jogar, só que do outro lado havia um Gladiador e sua tropa pronto para reverter a situação, fosse da forma que fosse. Com chute na bola ou na canela.

Após um primeiro tempo de nível semelhante entre as equipes, onde o Palmeiras tentava surpreender no coletivo mas sempre priorizando a marcação, do outro havia um Grêmio com mais posse de bola e com mais chances de gol. Um bandeira em noite infeliz, marcou dois impedimentos inexistentes e por fim, não marcou um pênalti em Barcos que caira no gramado feito um navio em naufrágio após falta dura do zagueiro gremista. O campo estava molhado, a partida estava tensa e o coração de milhares de torcedores batia a mil por hora, ou, nem batia mais. A volta para o segundo tempo, trouxe um “flashback” de tormentos que assombraram o time alviverde nos últimos tempos. Em lançamento na área, Bruno espalmou e no rebote veio o que seria um assombro pra torcida e jogadores. Gol azul, gol gremista. Gol da cor que não se misturou ao ambiente

Seria mais um balde de agua fria para o torcedor? Eliminação para o Goiás na Sul-americana, Eliminação para o Coritiba por 6x0 no jogo de ida, nem sequer uma classificação para a Libertadores no Brasileiro de 2009 onde muitos consideravam já o Palmeiras campeão. É nessas horas de um filme, de uma trama, que os espectadores esperam surgir um herói, um cara que traga o suspiro e os faça dizer, “Ufa!”. Herói, vilão, coadjuvante. Essas seriam as opções para um jogador de bigode no banco de reservas. Valdivia. Um cara que retornou das arábias com uma impressão impecável, viu nos últimos dois anos, tudo desmoronar. Lesões, críticas, confusões com diretoria, e por último, o que pareceria ser um ponto final “.”, (o sequestro relâmpago e a distancia da família) se multiplicou e tornou-se uma reticencias “...”.

Após boa jogada do mago e passe para Juninho, o meia, recebeu novamente e chutou para o gol. A torcida explodiu e trouxe o que seria um efeito alucinógeno aos ouvidos do chileno, que enlouquecidamente tirou a camisa, correu com os olhos brilhando e como uma criança que faz um gol em um torneio e procura seu pai para comemorar, deu um abraço de pai para filho em Felipão. Família Felipão? Não. Família Palmeiras. O restante, as brigas, as confusões. Isso se deixa de lado. Tornou-se o mínimo para algum torcedor se importar. Valdivia por final, selou a paz em Barueri, e com maestria em cobrança de falta viu a bola bater na trave. “Bateu na trave”, expressão que felizmente, nesta noite, foi somente denotativa.

0 comentários:

Postar um comentário

Copyright © LUCAS VALÉRIO | Designed With By Blogger Templates
Scroll To Top