Lucas Valério - Para o Jornal O Impacto
Desde a eleição de Gustavo Stupp (PDT), uma das pastas campeãs em especulação para seu comando foi o esporte. Diversos nomes foram lançados nos corredores da administração e também pelas ruas da cidade. Entre eles, Everton Bombarda, assistente técnico do Derel, Gabriel Pitta, treinador de tênis do Clube Mogiano, Bruno Camargo, técnico de handebol do Clube Mogiano, Dirceu Paulino, jogador de vôlei profissional, João Alfredo Vasconcelos, o João Banana, e Luiz Domingues, atual secretário de Esportes de Itapira.
Porém, a arquitetura administrativa traçada por Stupp colocou interinamente o vice-prefeito Gerson Rossi Júnior (PPS) à frente da pasta. Agora, com o organograma indicando o vínculo do esporte à Secretaria de Gestão Social, o comando estará nas mãos de Beatriz Maretti Marangoni Bueno, diretora do Departamento de Promoção Social desde o mandato de Carlos Nelson Bueno (PSDB).
A disputa é pelo cargo de gerente de Juventude, Esporte e Lazer. A função será semelhante à de um chefe de divisão. Além de Bombarda, Camargo e Pitta, outro nome que surge na pauta é da professora e assistente técnica do Derel Ana Cláudia de Oliveira.
Entre os nomes citados, Dirceu disse que em momento algum recebeu convite oficial da administração. Mesmo assim ele foi muitas vezes questionado por cidadãos sobre o que faria pelo esporte e ao responder que não sabia de nada, as pessoas retrucavam dizendo que ele estava mentindo. “Fui acusado de esconder o jogo. Não gostei disso”, comentou. Assim, procurou por Gerson para saber da procedência de seu nome ser ventilado e em momento algum recebeu uma resposta. “Não sei se não respondeu por medo de alguma coisa. Não sei nem se passou isso ao Stupp”, declarou.
Outro nome apenas ventilado foi o de Luiz Domingues, o Luizinho. Diretor do Deretur entre 1989 e 1992, coordenador de esportes do Clube Mogiano entre 2010 e 2012 e atualmente à frente da Secretaria de Esporte e Lazer de Itapira, ele garantiu que nunca foi convidado, que seria uma honra assumir a pasta em Mogi Mirim, mas que vê com desconfiança a não criação de uma secretaria de esportes.
“Como entusiasta do esporte a tanto tempo, sei que é preciso haver autonomia em uma pasta para poder investir dentro das necessidades impostas. Mogi é uma cidade com muitos atletas com potencial para competição e não focar nisso é um prejuízo”, comentou. Luizinho diz que espera, mesmo sem a secretaria, um avanço no esporte mogimiriano. Mesmo assim, a insiste no tema autonomia.
Em Itapira, ele exemplifica que é possível criar um organograma, com tarefas divididas na elaboração de um projeto que auxilie na prática de esportes de alto rendimento. Para ele, o futuro gerente terá que passar por cima de diversos transtornos, se empenhar na briga por verbas e investimento e acima de tudo, ter conhecimento de causa. “Para poder lutar por recursos, é preciso conhecer o que se pede”, resumiu.
Luizinho também compartilhou a opinião de que, já que o esporte não terá autonomia, que fosse vinculado à Educação. O raciocínio é semelhante ao do treinador de natação Ricardo Martiniano. Para eles, a pasta possui maiores recursos para fomentar o esporte do que a Gestão Social. “A Educação geralmente tem mais dinheiro”, destacou Luizinho.

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