sexta-feira, 24 de abril de 2015

Análise do mata-mata da Libertadores 2015: A chave da morte

Na Europa, lançaram o tal do 'Road to Berlim', 'Road to Lisboa' ou 'Road to qualquer lugar que sedie a final da Champions League'. Na Copa Libertadores da América, como não há um estádio aleatório e sim duas finais, com o segundo jogo na casa do time com melhor campanha, o caminho é rumo ao Japão. 

Como a Terra do Sol Nascente volta a ser casa do Mundial de Clubes em 2015, o tal do 'Projeto Tóquio', criado pelo São Paulo no início da década de 90 é o alvo dos 16 sobreviventes da Libertadores. E como serão as eliminatórias? Imprevisíveis! Aqui neste post, abro uma série com pontuações sobre os oito duelos. Começo com a 'Chave da Morte'. Quem vencer o duelo entre Boca x River enfrenta São Paulo ou Cruzeiro. Só isso! A Libertadores promete, meu brother!

BOCA JUNIORS X RIVER PLATE
É o nosso Barcelona x Real Madrid. O jogo que até os brasileiros sonham em ver. Uma pena acontecer tão cedo, já nas oitavas. Mas pelo menos temos a certeza de que veremos o Superclássico! O Boca é superior. Aliás, foi o melhor time da primeira fase. E não apenas nos números. Além de ganhar os seis jogos, jogou bem. Claro que Palestino, Wanderers e  Zamora não são rivais potentes, mas a bola jogada pelo Boca foi fina. O time treinado por Rodolfo Arruabarrena conta com peças de alto nível como Burdisso, Fernando Gago e Pablo Osvaldo.

Análise do mata-mata da Libertadores 2015: O Corinthians deu sorte?


Do outro lado teremos um River Plate renascido. A classificação com o ouvido colado no rádio é a grande motivação millionária para repetir na Libertadores-2015 o que fez na Sulamericana-2014. Eliminar o rival Boca e faturar a América após 19 anos são combustíveis enormes. É claro que, na primeira fase, o River vacilou. Perdeu pontos importantes diante de Juan Aurich e Tigres, mas mostrou força nas rodadas finais e mesmo com apenas uma vitória (contra seis do Boca) entra em condições de igualdade. Além disso, tem figuras de qualidade como Téo Gutierrez e um Rodrigo Mora em fase especial.

CRUZEIRO X SÃO PAULONem parece que o duelo será entre campeão e vice do Brasileirão de 2014. Em poucos meses, as saídas de Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Lucas Silva, Kaká e Álvaro Pereira mudaram o nível dos dois clubes. Oscilantes, Cruzeiro e São Paulo precisaram vencer na última rodada para garantir a vaga nas oitavas de final. A Raposa está longe de ser a equipe assustadora de 2014. Não há mais os decisivos Goulart e Ribeiro, que agoram dão lugar a um De Arrascaeta que busca a afirmação em solo brasileiro e um Leandro Damião que volta, aos poucos, a viver a fase artilheira dos tempos de Internacional.

A recuperação de Damião para o primeiro jogo também será importante, já que Henrique não está no nível do ex-santista. Outra discussão é a volta de Paulo André, que suspenso deu lugar a Manoel contra o Universitário Sucre. O ex-jogador do Corinthians é questionado, enquanto Manoel parece ser o parceiro ideal de Léo. No São Paulo, também haverão mudanças de peças. Dória, Hudson e Luís Fabiano estarão suspensos no dia 6 de maio, no Morumbi. A tendência é a escalação de Lucão, Wesley e Alexandre Pato. Mas quem vai escalar a equipe? A ausência de um técnico é um problema que, pelos 15 dias entre a vitória sobre o Corinthians e o jogo de ida, talvez seja solucionado.



Com Milton Cruz, Mano Menezes, Luxemburgo ou Guardiola, o São Paulo mais uma vez enfrenta um brasileiro, grande fantasma nas últimas Libertadores. Se em 2005 e 2006 venceu Atlético-PR (final) e o Palmeiras (duas vezes), depois caiu para Internacional (duas vezes), Grêmio, Fluminense, Cruzeiro e Atlético-MG. Na única vitória, superou justamente o Cruzeiro, nas quartas de 2010. Quanto ao grupo atual, faltam peças, já que os laterais não passam confiança e o sistema defensivo é deficitário. Ganso oscila e só Michel Bastos é incontestável. A postura diante do Corinthians é um alento, mas assim como o Tricolor, o Cruzeiro também venceu o Sucre na base da raça. Ou seja, o duelo é mais do que equilibrado, é um espelho. 

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