FOTO: SILVEIRAJR
Pênalti é tão importante, que deveria ser batido pelo presidente do clube. Uma das frases difundidas no ‘Mundo da Bola’ é um prato cheio para os jornalistas que cobrem o Mogi Mirim. Afinal, o presidente do Sapo é Rivaldo, eleito o melhor do planeta em 1999 e campeão mundial com a Seleção em 2002, é um dos raros dirigentes hábeis para realizar uma cobrança. E justamente com o Mogi Mirim na ‘marca da cal’ da Série-B, Rivaldo resolveu voltar aos gramados. Parado desde 15 de março de 2014, quando anunciou o fim de sua carreira, o dirigente passou por testes físicos na terça-feira, 23, e foi aprovado. Coração, pernas e até o percentual de gordura não foram problemas para Rivaldo, que, apesar de parado, manteve a forma com corridas quase diárias e treinos esporádicos com a equipe.
“Acredito que treinando diariamente com o elenco, com minha experiência, vou conseguir passar tranquilidade neste momento complicado que estamos vivendo”, afirmou Rivaldo em nota oficial publicado no site do clube. O dirigente fez questão de ratificar que não jogará regularmente e que, se o joelho estiver bem, poderá ajudar em algumas partidas. “Temos que ter muito cuidado. Ele ficou muito tempo parado, tem a idade avançada e temos que ter zelo para não voltar e sentir uma lesão muscular. Se ele estiver bem, vamos usar”, destacou o técnico Ailton Silva. O treinador ressaltou a importância da presença de Rivaldo no dia a dia, ao lado de jogadores jovens. Disse também que a volta não é uma ‘balela’. “Ele treinou em dois períodos hoje (anteontem) e o time treinou só à tarde”.
NÚMEROS - Mas, efetivamente, em jogos, a volta de Rivaldo pode alterar o panorama do Mogi Mirim? Claudinho Batista, Edinho Nascimento e Ailton Silva, técnicos em 2015, sempre ressaltaram a importância da contratação de um meia clássico. Agora, Rivaldo surge como alternativa para suprir esta carência. Porém, em 2014, durante o Paulistão, as participações em quatro partidas não mostraram eficiência na distribuição de jogo. Rivaldo não marcou nenhum gol e também não deu nenhuma assistência. Segundo dados do Footstats, o meia criou apenas seis chances de gol, sendo que três foram desperdiçadas pelos colegas, um arremate foi na meta e dois para fora.
Foram 75 passes certos (18.75 por jogo) e 7 passes errados (1,75 por jogo). Rivaldo ainda tentou cinco lançamentos nos quatro jogos, acertando apenas dois e perdeu 15 bolas (média de 3,75 por partida). A comparação com os números do próprio atleta, em 2011, pelo São Paulo, mostram uma redução na efetividade. Apenas no Brasileirão, Rivaldo marcou cinco gols e deu duas assistências para gol. A média de finalizações certas também foi superior, com 0,47 em 2011 contra 0,25 no ano passado.

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