terça-feira, 30 de junho de 2015

Rivaldo: Relação estremecida com a torcida

Foto: SilveiraJr
O jogador Rivaldo está em processo de volta aos gramados. Já o presidente Rivaldo, convive com a insatisfação de boa parte da torcida do Mogi Mirim. Mudança de nome do estádio, transferência dos CT’s para o seu nome e a recente majoração no valor dos ingressos após debater com torcedores após o jogo com o Vitória, no sábado, 13. “Ficar discutindo com pequenos grupos que nada acrescentam, mormente em público, com certeza, não trará nada de positivo”, destacou o corretor de imóveis, Odinovaldo Bueno. O jornalista André Luís Paes Leme vai além. Para ele, caso a ideia de cobrar R$ 100 por ingresso seja levada adiante, será o fim do ‘casamento Rivaldo x Torcida do Mogi’.

“Dinheiro algum compra simpatia, não conquista respeito e, muito menos, assegura-lhe amizades verdadeiras. Atualmente, há muita raiva do torcedor em relação ao cartola. A gota d’água foi a ameaça de cobrar R$ 100 o ingresso para os jogos do Mogi. Uma piada de mau gosto”, frisou o jornalista. Entre as atitudes recentes, Bueno fez elogios à volta aos gramados. “Colocar a bola no chão e chamar para si a responsabilidade de um time jovem. Penso que ajudará muito”, resumiu. Quanto à estratégia de transformar o Mogi Mirim em um clube que gera receita, o corretor crê em uma saída comercial.

“Poderia usar aquele enorme espaço ocioso e efetuar parceria com empresários que queiram criar ali um terminal de ônibus e vans, além de oferecer espaço aos pequenos lojistas e àqueles que ficam nas praças com suas barracas. Além de incentiva à feira livre. Haveria imenso movimento, por este espaço comercial ser servido por uma larga avenida Brasília”. Já a luta por trazer de volta o torcedor ao estádio, parece uma luta um pouco mais árdua. “No final dos anos 90, já conversava sobre o esvaziamento dos estádios com o mestre Valter Abrucez. Já naquela época chegamos a conclusão de que torcida não sustentava mais os times e que administrações como as de Wilson Barros (amor ao time acima de tudo) estavam com os dias contados”, relatou Paes Leme.

“Não creio que o Rivaldo assumiu o Mogi Mirim na esperança de ter um retorno espetacular da torcida, capaz de fazer bamburrar os cofres do clube”. O jornalista enfatizou que o público vem caindo não é de hoje e que nova geração quer jogos padrão ‘Champions League’. “Os campeonatos Paulista e Brasileiros das séries A, B e C só oferecem, na maioria das vezes, partidas de nível baixíssimo, ‘Padrão Tabajara’. Eu mesmo prefiro ver um ‘clássico’ Santa Luzia x Santa Cruz. Além disso, o Sapo, assim como a seleção brasileira, perdeu a identidade e empatia com a torcida”.

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