O Arsenal entrou entrou em campo sem o atacante Zelaya, machucado e montado no 4-4-2 com Campestrini; Nervos, Lizandro Lopez, Cuesta e Braghieri; Ortíz, Marcone, Carbonero e Aguirre; Benedetto e Furch.
Já o Galo, sem desfalques, entra em campo com Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar; Pierre, Leandro Donizete, Diego Tardelli, Ronaldinho e Bernard; Jô.
Um minuto após o apito inicial, a defesa do Atlético-MG imitou a desatenção dos minutos finais contra o São Paulo em BH.
No Independência, há 13 dias, Paulo Henrique Ganso chutou bem, mas para fora.
Porém, no estádio Julio Grondona, Furch, substituto de Zelaya, chutou mal, mas a bola desviou e parou nas redes de Victor.
O gol poderia trazer a tona o destempero do ótimo técnico Cuca. Mas Ronaldinho Gaúcho evitou qualquer nervosismo atleticano.
Imaginou ser o Arsenal de Londres, e não de Sarandí, e aos sete minutos desenhou o gol de Bernard. Com inteligência, o meia evitou a jogada pela congestionada lateral direita e encontrou Bernard livre pela esquerda.
Já dentro da área, o camisa 11 agradeceu a assistência do ex-melhor do mundo e chutou de esquerda, preciso, e empatou o jogo na Argentina.
Os gols relâmpagos deram lugar a um jogo mais estático. O Galo aproveitou o empate para romper o ímpeto de Los del Viaducto.
"Dinho", como os argentinos chamam o 10 atleticano desde os tempos de Barça e Bernard sumiram. Jô só trombava.
Já o Arsenal voltou a visitar a meta mineira apenas aos 26 minutos. Cruzamento da direita e Furch, de cabeça, fez gol legal mal anulado pela arbitragem.
Na sequencia, a defesa argentina vacilou. Jô seguiu brigando, mas desta vez valeu a pena.
O camisa 7 enfiou boa bola para Leandro Donizete, que teve a casa assaltada em BH pouco antes do jogo, e o volante serviu Diego Tardelli para virar o jogo no Julio Grondona.
Primeiro gol de Tardelli após viajar por Catar e Rússia. Gol que deu ainda mais paz ao Galo. E que calou a torcida no bairro de Sarandí, em Avellaneda.
Mas a torcida atleticana, gigante no Brasil e barulhenta na Argentina, ficou ensandecida aos 35 minutos.
Jô abriu para Júnior César pela esquerda. O lateral fez o que um lateral tem obrigação. Foi até a linha de fundo e cruzou para Jô marcar seu segundo gol na Libertadores 2013.
Carbonero respondeu aos 39 minutos, mas nem fez cócegas em Victor. A superioridade brasileira foi impressionante. Em pouco mais de meia hora a equipe demonstrou ser uma das favoritas ao título.
Mas o Arsenal não estava morto. Aguirre cruzou (ou chutou, hein, Ronaldinho Gaúcho?) da direita e de canhota fez um golaço aos 41 minutos. Pronto, a vitória segura, madura e imponente ficou ameaçada.
Então Bernard acordou. Deu meia-lua (ou drible da vaca) no defensor, mas chutou para fora. Porém, a arma para matar de vez as chances argentinas estavam sinalizadas no camisa 11.
Na volta do intervalo a primeira chance até foi anfitriã. Marcone bateu forte, de longe e Victor fez grande defesa e salvou o Galo.
Mas para tranquilizar o Atlético, Nervo entregou para o acordado Bernard, que não vacilou e fez 4 a 2 para os mineiros.
O gol não provou a superioridade brasileira, mas mostrou o quanto a defesa argentina é fraca. E aos 13 minutos, nova falha de time de Sarandí. Ronaldinho pôs a Jô, o goleiro deu rebote e Bernard poderia pedir música no Fantástico se fosse um domingo.
E a mão completa para contar os tentos não garantiu apenas a vitória. Pela primeira vez na história uma equipe não argentina fez cinco gols em nosso país vizinho pela Copa Libertadores da América.
Depois da goleada no placar e a história cravada em solo hermano, o Galo deixou o Arsenal abusar do chuveirinho. E também abusou das firulas, principalmente nos pés malabares de Ronaldinho.
E aos 42 minutos surgiu a chance do camisa 10 alvinegro também fazer seu primeiro gol na Libertadores. Após sofrer uma entrada criminosa de Braghieri (merecia expulsão sumária), o meia bateu e o chute explodiu no travessão.
O lance deu alegria aos argentinos mesmo com o revés. Porém, a falta de gols não tira o estrelismo de Ronaldinho. Dos sete gols do avassalador ataque mineiro na competição, ele participou diretamente de cinco. Na Argentina, deu seu toque em três!
Com o olé brasileiro gritado nas arquibancadas do Julio Grondona, o Galo ainda teve nova chance de fazer a sena em chute de Luan (que entrou no lugar de Bernard), mas Nervo tirou de cabeça sobre a linha.
Com os 5 a 2 em Avellaneda, o Galo chegou a seis pontos e à liderança folgada no grupo 3. Já o Arsenal, sem pontuar, divide a última posição com o São Paulo e se complica na briga por uma vaga nas oitavas de final.
O Atlético-MG volta a jogar no domingo, 3, contra o Guarani de Divinópolis pelo Mineiro. Um dia antes, o Arsenal recebe o Independiente pelo Torneio Inicial.
Pela Libertadores, na próxima rodada, o Galo enfrenta o The Strongest, em casa, no dia 7 de março. Já o Arsenal visita o São Paulo.

