Lucas Valério
Para o Jornal O Impacto
A participação de jogadores emprestados pelo Mogi Mirim em duelos contra o clube neste Paulistão provocou uma discussão. Rivaldo, presidente licenciado do Sapo e um dos destaques do São Caetano neste estadual, irá enfrentar o Mogi quando as equipes se encontrarem pela 16ª rodada? A resposta é não. A garantia foi dada pelo braço direito do pentacampeão mundial. Wilson Bonetti, presidente em exercício do Mogi Mirim e responsável pela ida do jogador ao ABC, explicou que há uma cláusula no contrato que impede Rivaldo de entrar em campo na partida diante do Sapo. O motivo, segundo Bonetti, seria o respeito do jogador com o clube. “Tanto que mesmo quando estava quase certo do Hélio assumir, ele colocou isso no contrato. Mesmo se ele não tivesse mais participação no Mogi, ficaria fora do jogo”, explicou Bonetti.
A situação, porém, é diferente de outros atletas. Ontem o lateral-esquerdo Jeferson Recife e Vitinho estiveram à disposição do Oeste para enfrentar o Mogi. Anderson, goleiro do Ituano e Baraka, volante da Ponte Preta, já jogaram contra o clube. Segundo Bonetti, a liberação ocorreu durante a formulação dos contratos sob supervisão de Hélio Vasone Júnior. “Nós nunca liberamos, foi uma posição deles quando estavam comandando o clube”, garantiu Bonetti. O presidente explicou que, com o retorno à presidência, os contratos de emprestados para a sequencia da temporada terá restrição quanto a atuação diante do Mogi. “Sempre foi assim. A multa é alta, R$ 300 mil. Ninguém paga isso só para um jogador participar de um jogo”, enfatizou.
ILUMINAÇÃO
Bonetti aproveitou também para comentar a situação da iluminação do estádio. Em meio às críticas, principalmente do goleiro Fernando Prass, do Palmeiras, o presidente explicou que desde 2011 o clube age para que o problema seja solucionado. Porém, nas cotações apresentadas por empresas do ramo, um obstáculo surgiu: o alto custo. Para a implantação de duas novas torres o preço mais atraente era de R$ 300 mil à época. Já para trocar os canhões de luz das torres antigas e implantação de novas, o custo seria de cerca de R$ 550 mil. Além disso, soma-se os gastos com mão de obra e outros equipamentos não levantados pelas empresas. “A Federação (paulista de Futebol) nos cobrou, mas é inviável no momento”, explicou. Bonetti explicou ainda que o Mogi buscou modalidades de financiamento junto ao Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, porém, não é aberto este tipo de operação a clubes de futebol. Com a inviabilidade financeira, o Mogi segue apenas estudando uma forma de acabar com o problema. “Vamos seguir atentos a isso”, frisou Bonetti.

