Lucas Valério - Para o Jornal O Impacto
Dos R$ 2,289 milhões destinados ao Derel em 2013, pouco mais de R$ 80 mil serão repassados à Lifamm (Liga de Futebol Amador). Enraizado na cultura brasileira como principal modalidade esportiva, o futebol possui na cidade um status próximo ao de “exceção à regra” na falta de investimento.
O valor repassado à Liga é utilizado na realização de cinco competições (Série A, Série-B, Série-C, Copa Veteranos e Copa Cinquentão). O pagamento é basicamente voltado a arbitragem, premiação e gastos patrimoniais. Outros cerca de R$ 20 mil entram na conta da Lifamm através do pagamento de taxas de inscrição pagas pelos clubes.
É interessante constatar que as condições financeiras ainda não garantem luxo às competições. O presidente da entidade, Lázaro Francisco dos Santos, o Lazinho, afirma que se for confirmado o número de 12 participantes na Série-A em 2013, o pagamento dos compromissos será apertado. “Precisamos dar qualidade à competição. O pagamento de um número maior de árbitros qualificados, por exemplo, é muito difícil com o orçamento que temos hoje”, explicou o dirigente.
Sabedores de que competir com o futebol amador é complicado, já que o esporte mobiliza milhares de pessoas em toda a cidade, esportistas de outras modalidades são entusiastas de que deve haver um mínimo de atenção também às demais práticas esportivas. Treinador de tênis no Clube Mogiano, Caio Romero acredita que as demais modalidades, para obter algum tipo de apoio, não deve criticar outro esporte e sim apurar se este dinheiro está sendo bem empregado.
“Qual o retorno que está proporcionando para população. É apenas um dinheiro para financiar uma liga ou algo assim”, indaga Romero. Para Ricardo Martiniano, treinador de natação, o caminho é semelhante. Ele acredita que deve-se investir sim no futebol, mas não deixar as outras modalidades de lado. Até mesmo a criação de ligas em outras práticas é sugerida como um caminho promissor por Martiniano.
“Por que não criar ligas ou outros tipos de coordenações esportivas em diversas modalidades. Elas poderiam receber investimento financeiro e proporcionar mais qualidade para competições”, comentou. José Gilmar Janini acredita que, com uma secretaria constituída, deveria ser criada uma comissão esportiva com representantes de cada modalidade. “Esse dinheiro deveria ser rateado e uma prestação de contas garantiria a isenção ao projeto. Mesmo que fosse um trabalho particular, investir no esporte é caro e todos precisam de ajuda.

