terça-feira, 29 de março de 2016

Flávio Araújo: "A gente não pode ser omisso"

Após a partida entre Mogi Mirim e Novorizontino, o técnico Flávio Araújo concedeu entrevista aos profissionais de comunicação que acompanharam a partida no Vail Chaves. Confira abaixo:

Como vocês vêem este risco aumentar a cada rodada?

Hoje nossas pretensões seriam de aproximar ou até de sair da zona de rebaixamento, mas, infelizmente, devido a um péssimo primeiro tempo que apresentamos, nós complicamos toda a história do jogo. Logicamente que o adversário tomou proveito disto, entrou muito bem no jogo, coisa que nós não fizemos, não entramos bem, eles dominaram e fizeram os gols e conseguiram estabelecer um resultado que foi muito difícil a reversão no segundo tempo. Logicamente que com esta derrota complicou muito mais nossa situação, mas, nós vamos até o fim, acreditamos até o fim, para que a gente possa buscar. É difícil, complicou, mas não é impossível.

Qual foi o motivo principal para este péssimo primeiro tempo?

Quando eu falo em péssimo primeiro tempo é que nós não conseguimos nem encaixar a marcação. Os dois meias deles, o Michel e o Carmona, nem os dois atacantes, o Luís Araújo e o Cléo Silva. Então, estes quatro jogadores eles fizeram a diferença ali para o Novorizontino. Nós não conseguimos encaixar a marcação e tampouco conseguimos efetuar a posse de bola. Nós já entramos com duas ausências em um setor importante que é o meio-campo. Bruninho e Gabriel (Dias). Aí, no começo do jogo, a gente perde um jogador deste mesmo setor que é o Jean (Deretti). Nós sentimos esta falta de entrosamento destes três jogadores que articulam, que eram titulares da equipe e saíram. Mas, isto não justifica, isto explica, mas não justifica. A gente tinha que ter feito um encaixe de marcação muito melhor, principalmente nestes jogadores de criatividade do time deles para que a partir daí a gente tivesse mais consistência e buscado um futebol melhor.

O Novorizontino é tecnicamente tão superior ao Mogi para ter construído uma vitória tão folgada como esta?

Em relação à qualidade do jogo, tem partidas que você vai muito bem. E esta irregularidade é uma frequência no campeonato Paulista. Time que no meio de semana tomou de 4 e já hoje (domingo) ganhou de 4 (referência ao Água Santa, que perdeu por 4 a 0 para o Novorizontino e fez 4 a 1 no Palmeiras). Esta irregularidade é uma constante, não só com o Mogi, mas com a maioria dos times do Campeonato Paulista. O Novorizontino é um bom time? É. Mas, a gente hoje, respeito, fizemos um péssimo primeiro tempo e pagamos com a derrota este péssimo primeiro tempo.

Você acha que a arbitragem foi tão mal?

Veja, foram dois lances assim que, primeiro lance, encima do Deretti, a entrada foi muito dura. O jogador (Luisão) não foi nem advertido. Com relação ao terceiro gol, acho que vocês tem a visão e de onde eu estava, o Carmona estava adiantado e a também de onde eu estava a bola não entrou. Tem o assistente, que estava lá. Vou saber se estava errado quando eu ver o vídeo (noite de domingo). Mas, o terceiro gol, se foi erro da arbitragem, foi um lance muito fácil, fácil para ver o impedimento e que a bola não entrou. Logicamente que não sei se a gente conseguiria o 2 a 2, mas, aquele lance foi muito simples.

Durante o intervalo a diretoria protestou contra a arbitragem. Esta instabilidade de quem comanda de alguma maneira ela tem influenciado no vestiário?

Não, não. Esta diretoria dá toda condição, toda liberdade para a gente trabalhar. No dia a dia dos treinamentos, nos dias dos jogos, não tem nada haver com o perfil do nosso trabalho, com o perfil dos jogadores. Este lance causou revolta porque foi um lance muito simples para se cometer um erro. Mas, aliado a isto nós temos que admitir também que, tanto o primeiro como o segundo gol que nós tomamos foram gols que poderia ter evitado. A gente não entrou aceso como deveria entrar, não entramos acesos como deveríamos ter entrado. Porque sabíamos que o adversário tem qualidade, vinha de um bom resultado dentro de casa contra o Água Santa.

Mas a arbitragem influenciou no resultado?

Estou falando em relação ao terceiro. Sou bem realista. Se você vai para o intervalo perdendo de 2 a 0 é menos ruim do que ir perdendo de três. Isto não quer dizer que a gente ia conseguir o empate, mas, logicamente, que, com 2 a 0, fazendo um gol, nós nos aproximaríamos muito de um resultado de empate. Só acho assim, este lance do terceiro gol, não estou colocando a culpa em ninguém, só acho que foi muito simples para se cometer dois erros em um lance só.

Esta falta de poder de fogo do Mogi tem sido determinante para o Mogi ser candidato ao rebaixamento?

A questão é simples. Se você não consegue fazer gols, não te dá muitas possibilidades de vencer. Se você não faz gol, você não consegue vencer. Logicamente que com a saída do Deretti, prejudicou. Houve muita ligação direita, muitos passes forçados dos zagueiros, procurando a ligação direta com o ataque. Nós não conseguimos fazer uma troca de passes, uma posse de bola. Você vê que no jogo todinho nós tivemos uma grande chance, Lulinha fez assistência para o Keké e dois cabeceios de bola parada. Nós não conseguimos encaixar um jogo de posse de bola, um jogo de criatividade para furar o sistema defensivo do adversário.

Vídeo: Mogi Mirim 0 x 3 Novorizontino - 12ª rodada da Série A1

A atuação contra a Ponte deixou a impressão de que o Mogi havia achado o esquema ideal. Esta derrota faz você repensar ou vai manter os três zagueiros?

Você observou muito bem. Aquele jogo passamos, ele nos fez acreditar que nós tínhamos condições de ser um time competitivo. Então isto eu passei para o grupo. Naquele jogo o time provou que podia ser competitivo, mas, infelizmente, hoje, nós não fomos de forma nenhuma um time competitivo. Mas, temos que voltar a ser este time competitivo contra o São Bernardo. Nós vamos pensar, refletir, ter um time competitivo. Porque a gente não pode ser tão omisso assim em termos de marcação e posse de bola.

O Mogi começou a pré-temporada após a data planejada, contratou jogadores com atraso, alguns, até, com o Paulistão em andamento. Fisicamente o Mogi sente muito isto, isto tem sido um peso para a equipe não conseguir os pontos?

Estes dois detalhes que você se referiu, no caso de pré-temporada depois do planejado e chegada dos jogadores muito próxima à competição, isto prejudica o trabalho de uma equipe. Não resta a menor dúvida. O correto mesmo é quando você fazer o planejamento, marcar o dia da reapresentação, todo o grupo que vai para a competição iniciar os trabalhos. Mas, infelizmente, isto não aconteceu. Isto pode estar influenciando também na questão física também da equipe, porque realmente não teve o tempo de trabalho que outras equipes tiveram.

O fato de ter dois jogos fora de casa e com o Palmeiras, você pensa que o jogo com o Palmeiras tem que ser em Mogi Mirim ou pode ser fora de casa?

A minha cabeça esta nestes dois jogos, primeiramente, no São Bernardo, fora de casa. Em armar a estratégia, a postura da equipe para buscar uma vitória lá em São Bernardo. Não estou pensando lá na frente, estou pensando já neste jogo, na quinta-feira, para que a gente possa definir uma equipe e nesta definição ter uma atuação como a que tivemos no jogo passado, contra a Ponte Preta.

Como motivar este elenco, Flávio? A conversa tem que ser mais aguda neste momento? Tem que aumentar a pressão nos jogadores?

As atitudes tem que ser mais agudas, não é só falar, é ter atitude, o todo. É atitude minha, dos jogadores. Tenho que escalar jogadores que tem atitude e vou procurar priorizar estes jogadores que tem atitude para que a gente possa se impor, se estabelecer e conquistar resultado contra o São Bernardo. Vou priorizar uma escalação, uma formatação tática, com atitude. A gente não pode ser omisso! Porque estamos na reta final e temos que ser 100%.

Hoje tem uma parcela de omissão neste elenco?

Hoje sim, hoje no primeiro tempo a gente foi omisso. Foi omisso em relação à pegada, tem que ser forte, determinada. Um exemplo. Nos tiros de meta cobrados pelo goleiro Veloso, do Novorizontino, se você for ver o scout, praticamente nós ganhamos pouquíssimas bolas nestas quebradas do goleiro. Até no arremesso lateral, no gol deles, foi um desvio de cabeça também. Temos que voltar a ser time guerreiro, nesta competição, difícil como esta, não é só qualidade técnica. É importante a qualidade técnica, mas, é preciso ter atitude, ter determinação para se impor.

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