segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Derrota em Madureira pode criar "pressão positiva" para o Mogi Mirim

O Mogi Mirim perdeu. A frase, conjugada no passado, estava distante do torcedor mogimiriano. No sábado (23), o Mogi Mirim perdeu após três rodadas de sucesso. Os 3 a 0 para o Madureira desagrada qualquer torcedor. Até aquele que lidera o campeonato. Mas apesar do revés elástico, o Mogi não tem muito a lamentar. Não assisti o jogo, apenas ouvi e depois li e reli os relatos. O Madureira mereceu o placar, fez 1 a 0 ainda no primeiro tempo com Rodrigo e teve calma na etapa final já que atuou com um homem a mais.

Danrlei, aos 38 minutos do segundo tempo, foi expulso. Sem seu homem de confiança para jogos fora de casa e com o placar adverso, Claudinho Batista ficou sem saída. Colocou Gustavo, Marlon e Rivaldo Júnior na etapa final. Arriscou, mas como diria Galvão Burno: "Não era o dia do futebol mogimiriano". E olha que Claudinho Batista, durante a semana, reduziu o gramado do Romildo Ferreira para uma daptação ás dimensões do Aniceto Moscoso. O gramado abaixo da média também pode ter contribuído, mas voltou ao tópico acima. O Madureira mereceu vencer e ponto.

LADO BOM?

A derrota, após três vitórias seguidas, pode ter até o seu valor. Por mais que jogadores e comissão técnica mantenham os pés no chão, a folga na tabela cria uma zona de conforto inevitável.Muitas vezes, é bom trabalhar com um pouco de pressão e a gordura queimada no sábado cria este novo cenário para as rodadas finais. O Mogi Mirim tem agora cinco pontos de vantagem sobre o quinto colocado.

Guaratinguetá, Juventude e Macaé venceram e tiraram o conforto que era de oito pontos. Em relação ao vice-líder, a vantagem segue de quatro pontos, já que o Madureira assumiu o posto ao lado do Caxias. O Falcão Grená, surpreendentemente, perdeu para o São Caetano. Outro bom sinal. Se o Azulão está em evolução e mostrou isso frente o Caxias, o Mogi estará escaldado para recebê-lo no Romildo Ferreira.

No domingo (31), o Sapo duela com o São Caetano e terá uma das três missões obrigatórias: vencer em casa. Com 23 pontos, mais os eventuais nove que conquiste como mandante, tenho certeza de que a classificação para as quartas de final estará assegurada. Até aqui, o retrospecto é positivo. O Mogi venceu quatro e empatou duas. Mas não pode mais pensar em empatar. O Mogi é o time mais respeitado da chave e está na mira de todos. Este é o preço de ser líder, de chamar a atenção. Para seguir no rumo certo, o Mogi terá que trabalhar cada vez mais a mistura de pés no chão e ousadia.

FORA - O Mogi Mirim tem três jogos fora também. Visitará Tupi (em Juiz de Fora-MG), Guarani (em Campinas) e Juventude (em Caxias do Sul-RS). O primeiro e o terceiro brigam por classificação. O Bugre, contra o rebaixamento. Impossível ganhar pontos fora? Claro que não. Acho viável, ainda mais com adversários desesperados por vaga ou contra a degola. Mesmo assim, que vença em casa e evite o drama da reta final de 2013, quando a vaga escapou pelos dedos.

NA PENDURA - O volante Danrlei, suspenso pela expulsão, está fora do duelo com o São Caetano. Já o meia Vitinho retorna após cumprir suspensão pelo terceiro cartão amarelo. O Sapo ainda terá outros quatro atletas pendurados: o zagueiro Fábio Sanches, o volante Maycon, o meia Marlon e o lateral direito Valdir.

FOTO: Geraldo Bertanha / Assessoria do MMEC
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