Há 15 dias foi divulgado pela
atual gestão do Mogi Mirim que o ex-supervisor de futebol, Henrique Peres Stort
havia entrado, em 2008, com uma ação trabalhista contra o clube. Segundo informado
pelo clube, Stort moveu uma ação perante a Vara do Trabalho de Mogi Mirim. O número
de seu processo é 00875-2009.022.15.00-3.
A
declaração foi rebatida por Stort, que procurou o jornal para expor sua versão.
De acordo com o ex-supervisor, em 2008, o presidente em exercício, Wilson
Bonetti, advogado de Rivaldo, requereu um acordo relativo ao passado, para fins
de validade jurídica. “O acordo foi elaborado pelo próprio clube”, destacou
Stort.
Confira a íntegra do
esclarecimento de Henrique Stort
Venho nesta
oportunidade prestar esclarecimentos quanto à acusação que me foi feita, de ter
movido ação trabalhista contra o Mogi Mirim. Numa época da administração do sr.
Wilson Fernandes de Barros, prestava o trabalho no Mogi Mirim mediante emissão
de Nota Fiscal de Serviços, na forma da legislação em vigor.
Após o sr.
Rivaldo Vitor Borba Ferreira assumir o clube, seu procurador e presidente em
exercício, Wilson Bonetti, informou-me que teríamos que modificar o Contrato de
Trabalho. Diante desta nova situação, fui registrado em carteira como
Supervisor de Futebol, exercendo referida função até que meu contrato foi
rescindido, em 2012.
Todavia, o
presidente em exercício, na época (2008), requereu um acordo relativo ao
passado, para fins de validade jurídica, acordo este elaborado pelo próprio
clube. Tal acordo, onde houve renúncia e eventuais direitos trabalhistas, dava
quitação do tempo trabalhado e todas as verbas presentes e futuras relativas a
ele. Colocado para apreciação da Justiça do Trabalho, tal acordo resultou em
imediata rescisão homologada, recebendo eu pequena quantia, sem nenhum litígio
nem necessidade de testemunhas ou apresentação de outros documentos. Tal
procedimento é muitas vezes feito pelo empregador como segurança de não
responder futuramente a processo trabalhista.
Portanto, o
esclarecimento técnico não vai contra minha colocação de que eu jamais iria
processar o clube onde trabalhei honestamente grande parte da minha vida, como
jogador, membro da diretoria, funcionário e prestador de serviço. O que fiz foi
apenas um procedimento requerido e preparado pela Diretoria da época para fins
de validade jurídica e contábil. Finalizando, digo que torço pelo sucesso do
clube sempre. Acredito que ele é patrimônio da cidade e está acima de qualquer
um de nós individualmente.
