sábado, 4 de julho de 2015

América 3 x 1 Mogi. Após saída de Fábio Sanches defesa do Mogi se torna "zaga de churrasco".

FOTO: SITE OFICIAL DO AMÉRICA-MG
Por João Gonçalves
Medir as palavras também é parte do ofício de quem escreve com responsabilidade. Relutei bastante para colocar este título no post. Mas, ele é a forma mais genuína de definir o que aconteceu depois da saída de Fábio Sanches, aos trinta da etapa final, com o sistema defensivo mogimiriano.  Engana-se quem pensa que me refiro aos dois gols tomados. A referência é aos quase quatro gols tomados em quinze minutos. Os dois que deram ao Coelho a vitória que o coloca no G4, o gol pessimamente anulado pela arbitragem no toque de cabeça do ex Sapo, Wesley (ex-Ladeira) Matos e ao gol incrível perdido pelo jovem Richarlison, que fez sua estreia como profissional e em menos de meia hora fez um gol e perdeu outro inacreditável.



É claro que isto não se explica apenas pelo abismo técnico existente entre Fábio Sanches e seu substituto Alex Moraes. A explicação passa pela experiência do camisa 3 do Sapo que é o único jogador do meio para trás que reúne qualidades físicas e técnicas para cortar caminho e se antecipar aos atacantes. Renato Camilo, enquanto foi companheiro de Fábio, fez até uma partida razoável, sem comprometer. Na sequência foi um desastre. Mas, não é só de nomes o problema da defesa vermelhinha, é também de esquema, de formatação.

Conforme defendeu em seu último post o jornalista Lucas Valério, que gentilmente cede seu blog para este que vos escreve, se quiser continuar atuando com Ratinho e Leonardo pelas alas, o Mogi precisa adotar o esquema com três zagueiros. Por característica e pela idade já até certo ponto avançada, os dois precisam de muita, muita proteção. Essa linha de quatro não pode mais jogar junta, ou o torcedor verá os adversários fazerem quantos gols se propuserem. Se não dá para defender com qualidade, que se defenda com quantidade. Sérgio Guedes evidentemente não conhece o elenco com profundidade, pois acabou de chegar. Mas é inteligente o suficiente para detectar o que aconteceu e perceber a necessidade de mudar. Tenho quase que convicção de que fará isso, pelo menos nos jogos fora de casa. Até porque, Magal que há dois anos corria por três jogadores, hoje faz um único papel e olha lá.

Fica até difícil falar do ataque do Sapo num jogo como esse. Pois como dizem 99% dos treinadores, time em crise tem que arrumar primeiro a cozinha. A justificativa de Sérgio ao fazer a opção por Júnior Juazeiro como 9 foi honesta. Disse ter se baseado em números. Os números do atacante no campeonato pernambucano desse ano. Mas, Júnior foi figura nula. O que me faz levantar um questionamento importante. Depois que ameaçou sair para o Guarani de Campinas e acabou não acertando, Magrão não foi mais utilizado. Tudo bem que ele não vinha fazendo grandes partidas. Porém, nunca mais ficou no banco e está treinando em separado, colocado em disponibilidade. Pode até não ser, mas que está com cara de "birrinha" da direção, ah, isso está! E um time prestes a bater recordes negativos na Série B não pode se dar a esse luxo.

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