sábado, 4 de julho de 2015

América-MG x Mogi Mirim - Independência ou morte!

No Dia da Independência, o Mogi Mirim tem uma missão libertadora! Não, não estou louco. Sei que o nosso 7 de Setembro está distante. Porém, em uma sociedade globalizada, não é difícil encontrar quem saiba que no dia 4 de julho se comemora nos EUA a independência de uma das nações que mais gostam de vangloriar sua liberdade. O tal sonho americano! Uma liberdade que o Mogi pode começar a sonhar a ter a partir do duelo no estádio... Independência! Um local com nome bem sugestivo para uma reação que não pode mais esperar.

A partida começará às 21h00 deste sábado. O América-MG é mais um dos tantos adversários com escudo pesado e trabalho coeso. Givanildo Oliveira montou uma equipe com potencial para brigar pelo G4 até o final. O goleiro João Ricardo é muito bom, seguro. A defesa formada Por Wesley Matos (ex-Ladeira) e Anderson Conceição é bem conhecida do mogimiriano. Há ainda peças experientes, como o volante Leandro Guerreiro (ex-Cruzeiro) e o meia Mancini (ex-Roma).

O ataque tem Cristiano, outro ex-Sapo e um ligeiro Felipe Amorim (que interessa ao Fluminense). Givanildo não terá o volante Thiago Santos, suspenso e deve apostar no jovem Dopô. A juventude, aliás, que é a força do banco de reservas, com destaque para o garoto Richarlison, típico centroavante e que, elas atuações nos campeonatos de base, parece ser daqueles íntimos com a gordinha.

Adversário exposto, fico até meio sem jeito para falar do Mogi Mirim. A escalação oficial é uma incógnita. Sérgio Guedes fechou o treino de quinta-feira (2), quando ele definiu a formação e o esquema para desafiar o Coelho. Sei apenas que não haverá mudanças radicais, algo que transmite sensatez. Primeiro porque não há muitas peças para mexer. Segundo que o time precisa ganhar confiança e entrosamento e só a fixação de uma espinha dorsal será capaz de construir isto. O próprio Sérgio Guedes foi enfático ao falar que, neste momento, o Mogi precisa de ações e não de conversa. "Teoria não resolve nada".

Fato é que Valdir (lateral), Everton Heleno (meia) e Romildinho (meia) seguem fora por problemas clínicos. O lateral-esquerdo Cezinha e o atacante Thomas Anderson, idem. Wagner (zagueiro), Magrão (atacante) e Vitinho (meia) estão afastados do grupo principal e liberados para conversar com outros clubes (os contratos não foram rescindidos). Bruno Arrabal e Juninho Bahia (volantes) e Gustavo Loubo (atacante) deixaram o elenco.

Não é fato, mas o volante Hygor e o lateral-esquerdo Leonardo, desfalques de última hora contra o CRB, possuem boas chances de estarem no grupo que viajou a BH (a lista de relacionados não foi divulgada). Léo Bartholo, que nos últimos dois jogos ficou no banco de reservas, tem boas chances de surgir como titular em um time que provavelmente não terá um centroavante fixo. Rivaldo Júnior pode ser sacado e Geovane utilizado como o tal de 'falso 9', função que ele desempenhou e bem contra o Bahia.

INDEPENDÊNCIA OU MORTE

O grito eternizado no Ipiranga (e não em Washington) representa o estado atual do Mogi. Vencer em BH fará emergir a tão ausente confiança. Em nove rodadas, o Sapo perdeu muitos pontos pelo peso psicológico, uma queda pós-gol do rival que só abala grupos sem auto-estima. O Mogi não tem elenco para subir, mas não era para ter apenas 3 pontos em 27 possíveis. O torcedor cobra reforços (eu também), mas, em geral, sabe que há potencial. Só que o momento é de morte. Perder ou empatar em BH não significa o fim. Cair morto é um resultado natural para quem vai ao Horto, mas na mórbida fase do Mogi, qualquer resultado que não seja vitória é tropeço. E a vitória significa um passo para a independência tão desejada.

MEU PITACO

Enfim, mesmo sem a escalação na mão, arrisco uma pré-análise. A defesa do Mogi Mirim falha muitos pelas laterais. Os laterias gostam de avançar (são bons nisso), mas não marcam bem. Dos volantes do elenco, Hygor é o único com jeitão de segundo volante. O resto é cão de guarda. Como há poucos zagueiros no elenco e, como eu disse no começo, concordo que deve haver poucas mudanças, sugiro o 3-5-2 como alternativa.

Fábio Sanches pela direita, Renato Camilo pela esquerda e Henrique Motta (que já atuou por ali) centralizado. Com Magal e Léo Bartholo fixados como volantes (Bartholo, sairia mais). Gustavo ficaria na armação, que ainda pode ser de Rivaldo. Ou, de preferência, de algum bom camisa 10 viável no mercado.

Com este desenho, o meio-campo teria os alas Leonardo e Edson Ratinho, que sofreriam menos para cobrir suas costas e poderiam fazer aquilo que sabem. Atacar. Com alas, a deficiência de Gustavo em armar com constância seria sanada e ainda seria possível dobradinhas (Leonardo - Bruno Veiga) e (Ratinho - Gustavo). Geovane, que cada vez se cansa mais ao cobrir os corredores, seria fixado inicialmente na posição que pode ser de Ortigoza. Juazeiro e Rivaldo Júnior são, no momento, apenas boas peças para o segundo tempo. E como Magrão foi afastado (assunto para um futuro post), a diretoria precisa achar um 9 para ser titular ou, ao menos, estimular os que já estão para aprimorar uma dos fundamentos mais débeis do elenco mogiano: a finalização.

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