quarta-feira, 5 de agosto de 2015

1501 dias e um enredo épico na terceira Libertadores do River Plate

Um gigante em seu país, rebaixado para a segunda divisão e quatro anos depois, no topo da América. O enredo faz o Corinthians lembrar da queda à Série B de 2008 e a invicta conquista da Libertadores de 2012. Mas, quero dizer de algo mais recente. Que aconteceu segundos antes de eu clicar em publicar. Em 26 de junho de 2011, o River Plate vivia o fantasma do descenso (ou promedio, como dizem os hermanos). No dia 5 de agosto de 2015, a América é Millionária.

O River Plate é o atual campeão da Copa Libertadores. Empate sem gols no México e um imponente 3 a 0 em um excitante Monumental de Nuñez. Fez um grande resultado para escrever um belo capítulo na história. Não fez um grande jogo. Não tem um grande time. Mas tem a tinta carregada para redigir um enredo sensacional. Não apelo apenas à reencarnação pós-rebaixamento. Os títulos nacional, da Sul-Americana e da Recopa são importantes no script, mas nada é mais futebol do que a trajetória na Libertadores.

Alguns amigos lembrarão ao ler esta postagem da minha aposta após a definição das oitavas de final. Os sarcásticos deuses da bola também são óbvios. Quando o River se classificou graças às garras do Tigres, que venceu um jogo que não precisava vencer, eliminou o Juan Aurich com um 5 a 4 no Peru e classificou os argentinos. O River encontrou um Boca Juniors em alta, passou após um episódio lamentável com gás. Ganhou combustível ao fazer 3 a 0 no Cruzeiro após ter perdido por 1 a 0 em Buenos Aires.

Chegou à semifinal. Mas, perdeu a estrela, Téo Gutierrez, negociado com o Sporting Lisboa. O rival Boca, empolgado com Tevez, até tirou as atenções da mídia argentina da semifinal. Na semifinal, foi superior a um Guaraní que eliminara potências como Corinthians e Racing. Na final, fez o que fez. Sem Mora, Viudez e até o técnico Gallardo, que acompanhou a partida longe do banco. Contra os R$ 70 milhões do Tigres, o River fechou o roteiro de um seriado Millionário.

O JOGO - O primeiro tempo foi horrível. O Tigres sentiu a falta de produção de Aquino, mas cumpria a missão de travar o empolgado mandante. Só que aos 44, Vangioni fez uma linda jogada individual e Lucas Alario, de cabeça, abriu o placar e o caminho. O garoto fincou o nome na história ao lado de Carlos Sanchez e Funes Mori. No script eternizado pelo River, acrescente a presença de um técnico ídolo como jogador.

Campeão como jogador, no título de 1996, que iniciou um jejum de 19 anos sem Libertadores. A conquista dos recém reincorporados Cavenaghi, Lucho González e Saviola, queridos pelos millionários. 1501 dias após ser rebaixado, o exorcismo do fantasma da B vai varar a noite no lado vermelho, preto e branco de Buenos Aires. E para ficar melhor? Só vencendo o Barcelona de Messi no final do ano... 

0 comentários:

Postar um comentário

Copyright © LUCAS VALÉRIO | Designed With By Blogger Templates
Scroll To Top