O River Plate é o atual campeão da Copa Libertadores. Empate sem gols no México e um imponente 3 a 0 em um excitante Monumental de Nuñez. Fez um grande resultado para escrever um belo capítulo na história. Não fez um grande jogo. Não tem um grande time. Mas tem a tinta carregada para redigir um enredo sensacional. Não apelo apenas à reencarnação pós-rebaixamento. Os títulos nacional, da Sul-Americana e da Recopa são importantes no script, mas nada é mais futebol do que a trajetória na Libertadores.
Alguns amigos lembrarão ao ler esta postagem da minha aposta após a definição das oitavas de final. Os sarcásticos deuses da bola também são óbvios. Quando o River se classificou graças às garras do Tigres, que venceu um jogo que não precisava vencer, eliminou o Juan Aurich com um 5 a 4 no Peru e classificou os argentinos. O River encontrou um Boca Juniors em alta, passou após um episódio lamentável com gás. Ganhou combustível ao fazer 3 a 0 no Cruzeiro após ter perdido por 1 a 0 em Buenos Aires.
Chegou à semifinal. Mas, perdeu a estrela, Téo Gutierrez, negociado com o Sporting Lisboa. O rival Boca, empolgado com Tevez, até tirou as atenções da mídia argentina da semifinal. Na semifinal, foi superior a um Guaraní que eliminara potências como Corinthians e Racing. Na final, fez o que fez. Sem Mora, Viudez e até o técnico Gallardo, que acompanhou a partida longe do banco. Contra os R$ 70 milhões do Tigres, o River fechou o roteiro de um seriado Millionário.
O JOGO - O primeiro tempo foi horrível. O Tigres sentiu a falta de produção de Aquino, mas cumpria a missão de travar o empolgado mandante. Só que aos 44, Vangioni fez uma linda jogada individual e Lucas Alario, de cabeça, abriu o placar e o caminho. O garoto fincou o nome na história ao lado de Carlos Sanchez e Funes Mori. No script eternizado pelo River, acrescente a presença de um técnico ídolo como jogador.
Campeão como jogador, no título de 1996, que iniciou um jejum de 19 anos sem Libertadores. A conquista dos recém reincorporados Cavenaghi, Lucho González e Saviola, queridos pelos millionários. 1501 dias após ser rebaixado, o exorcismo do fantasma da B vai varar a noite no lado vermelho, preto e branco de Buenos Aires. E para ficar melhor? Só vencendo o Barcelona de Messi no final do ano...
Volvé a gritar toda la vida los goles de Alario, Sánchez y Funes Mori #ElMásGrandeDeAmérica http://t.co/LXVsi097Wt pic.twitter.com/MwD8jHi12Z
— River Plate (@CARPoficial) 6 agosto 2015


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